Pular para o conteúdo

Tipos de empilhadeira: como escolher entre elétrica, a gás ou diesel e o que exigir da locadora

Headcore

Em resumo

Os tipos de empilhadeira se dividem pela energia e pelo uso: elétrica, com bateria de chumbo-ácido ou lítio, para armazém fechado; a GLP para área interna ventilada ou externa; diesel para pátio, rampa e terreno acidentado. No Brasil, a NR-11 proíbe empilhadeira a combustão em local fechado e sem ventilação, salvo com neutralizador, e exige operador treinado, com cartão anual.

Quais são os tipos de empilhadeira?

São sete classes, separadas pela fonte de energia, pela estrutura e pelo uso, na divisão que um fabricante de empilhadeiras publicou em 2026.[6]

Quais são os tipos de empilhadeira?
ClasseTipoEnergiaOnde se usa
1Contrabalançada elétricaElétricaCentros de distribuição, armazéns logísticos e ambientes internos
2Para corredores estreitos, como a retrátilElétricaEstruturas altas de armazenagem e estoque denso
3Transpaleteira e paleteira patoladaElétricaPaletes em distâncias curtas, picking, supermercados e atacarejos
4Contrabalançada a combustão com pneus maciços (cushion)Combustão, em geral GLP ou dieselAmbientes industriais e internos de piso uniforme
5Contrabalançada a combustão com pneus pneumáticosCombustãoPátios industriais, portos e operações externas
6Rebocador industrialConforme o modeloLinhas de produção e movimentação interna
7Para terrenos irregularesConforme o modeloConstrução civil, agricultura e indústria madeireira

Fontes:[6]

Empilhadeira elétrica, a gás ou diesel: qual escolher?

Pelo local de uso, segundo uma consultoria de logística: dentro do prédio, a empilhadeira elétrica faz mais sentido; ao ar livre, a de motor a combustão (gasolina, GLP ou diesel). A tabela compara chumbo-ácido, lítio, GLP e diesel.[7]

Empilhadeira elétrica, a gás ou diesel: qual escolher?
EnergiaOnde funciona melhorAbastecimento ou recargaAtenção
Elétrica, chumbo-ácidoDentro do prédio: silenciosa e sem emissão no localEm geral, um turno de oito horas por carga; a bateria sai da máquina para carregar, e operações de vários turnos usam bateria reservaReposição regular de água desmineralizada; sala de baterias com exaustão para os gases da carga, entre eles hidrogênio
Elétrica, lítioOperações de vários turnosCargas rápidas nos intervalos, com a bateria na máquinaPraticamente sem manutenção e sem gases perigosos na carga
GLPUso interno com ventilação e uso externo; o GLP é o combustível mais comum no uso internoTroca do cilindro de GLP, como o P20, de 20 kgGases de combustão em local fechado; área própria para guardar os cilindros
DieselPátio, rampa e terreno acidentado, com pneus pneumáticosAbastecimento com dieselGases de combustão; em local fechado e sem ventilação, só com neutralizador (NR-11, item 11.1.10)

Fontes:[7][8][10][9][11][1][5]

Pode usar empilhadeira a gás ou diesel em armazém fechado?

Só com ventilação ou neutralizador: o item 11.1.10 da NR-11 diz que, "em locais fechados e sem ventilação, é proibida a utilização de máquinas transportadoras, movidas a motores de combustão interna, salvo se providas de dispositivos neutralizadores adequados".[1]

A NR-11 não separa GLP de diesel: o item 11.1.10 vale para qualquer máquina transportadora com motor de combustão interna.[1]

Em locais fechados ou pouco ventilados, o item 11.1.9 exige que a emissão de gases tóxicos pelas máquinas transportadoras seja "controlada para evitar concentrações, no ambiente de trabalho, acima dos limites permissíveis".[1]

Para o monóxido de carbono, o Quadro 1 do Anexo 11 da NR-15 fixa o limite de tolerância em 39 ppm (43 mg/m³), válido para jornadas de trabalho de até 48 horas por semana.[3]

Bateria de chumbo-ácido ou de lítio: o que muda na operação?

Na prática, a bateria de chumbo-ácido cobre um turno por carga e sai da empilhadeira para carregar; a de lítio fica na máquina e recebe cargas rápidas nos intervalos. Sobre as elétricas em geral, uma consultoria de logística escreve que elas "normalmente aguentam um turno de oito horas com uma carga".[8][10]

Um fabricante de carregadores de bateria escreve que "as baterias de chumbo-ácido são particularmente adequadas para operações de turno único ou para empresas com tempo suficiente para carregar, trocar e manter a bateria" e que, pelo tempo de carga mais longo, "baterias de chumbo-ácido de reserva são necessárias em operações de vários turnos".[10]

Segundo a mesma fonte, a bateria de chumbo-ácido pede reposição regular de água desmineralizada e exige sistema de exaustão para os gases que a eletrólise da bateria produz.[10]

A mesma consultoria descreve a sala de baterias com racks, carregadores, trocadores, lava-olhos, chuveiros e exaustão para os gases da carga, entre eles hidrogênio, e lembra que a troca e a recarga de baterias que pesam em torno de 1.360 kg pedem espaço dedicado.[9][8]

Com lítio, as cargas rápidas cabem nos intervalos, como a pausa do almoço; o fabricante de carregadores descreve essas baterias como "virtualmente livres de manutenção" e sem gases perigosos.[10]

Como guardar os cilindros de GLP da empilhadeira?

Em Goiás, por exemplo, numa área com ventilação natural: a NT 28/2022 Parte 2 do Corpo de Bombeiros Militar diz que as áreas de armazenamento de GLP "não podem estar situadas em locais fechados sem ventilação natural" (item 6.29).[5]

A norma goiana trata das áreas de armazenamento de recipientes transportáveis de GLP "destinados ou não à comercialização" e manda aplicar a ABNT NBR 15514:2020 aos casos que ela não cobre (item 16.1).[5]

A mesma norma admite guardar, para consumo próprio, até cinco recipientes de até 13 kg de GLP com requisitos simples, como ventilação natural (item 6.2); as demais áreas de armazenamento são classificadas pelo total de quilos de GLP, a partir da classe I, de até 520 kg (item 6.3 e Tabela A1).[5]

Em um contrato de locação de empilhadeiras do Senado Federal, o gás fornecido é o P20, faturado como "GÁS GLP 20KG" no relatório de fevereiro de 2025; com 20 kg, cada cilindro já passa do limite de 13 kg do item 6.2 da norma goiana.[11][5]

Na NR-20, pela capacidade de armazenamento, as classes de instalação começam acima de 2 toneladas de gases inflamáveis (Tabela 1). Quem armazena mais de 1 tonelada até 2 toneladas, o equivalente a mais de 50 cilindros P20 cheios, fica sujeito ao Anexo II, que exige registros anexados ao PGR e o curso básico para pelo menos três trabalhadores.[4][11]

O que exigir da locadora e do operador de empilhadeira?

Da locadora, uma máquina que atenda à NR-12 e à NR-11; do operador, treinamento específico e cartão de identificação válido.[2][1]

No Brasil, a locadora não pode alugar máquina fora da NR-12: o item 12.15.2 proíbe a fabricação, a comercialização e a "locação" de máquinas e equipamentos "que não atendam ao disposto nesta NR". O item 12.18.4 aplica esse item às máquinas autopropelidas não contempladas no item 12.18.3, que manda as agrícolas, florestais e de construção em aplicações agroflorestais para o Anexo XI; pelo glossário da norma (Anexo IV), autopropelida é a máquina que "se desloca em meio terrestre com sistema de propulsão próprio", como a empilhadeira.[2]

A NR-11 exige que todo equipamento de movimentação indique, "em lugar visível, a carga máxima de trabalho permitida" (item 11.1.3.2), que os equipamentos motorizados tenham buzina (item 11.1.7) e que os transportadores industriais sejam "permanentemente inspecionados", com troca imediata das peças defeituosas (item 11.1.8).[1]

Cabos de aço, correntes, roldanas e ganchos também devem ser "inspecionados, permanentemente", com substituição das partes defeituosas (item 11.1.3.1).[1]

No início de cada turno, o operador faz uma inspeção rotineira das condições de operação e segurança e interrompe a atividade se encontrar anormalidade que afete a segurança (NR-12, item 12.14.2, que o item 12.18.4 também aplica às autopropelidas).[2]

O operador deve receber "treinamento específico, dado pela empresa, que o habilitará nessa função" (NR-11, item 11.1.5) e, durante o trabalho, portar cartão de identificação com nome e fotografia em lugar visível (item 11.1.6).[1]

O cartão vale 1 ano e, para revalidar, o empregado passa por "exame de saúde completo, por conta do empregador" (item 11.1.6.1); a NR-12 pede também a função no cartão (item 12.16.10).[1][2]

O que entra no preço da locação de empilhadeira?

O aluguel da máquina e, conforme o contrato, o gás, a manutenção e o operador; ao comparar propostas, peça que a locadora dê o preço de cada um em separado.[11][12]

Em fevereiro de 2025, o relatório de locação de um contrato do Senado Federal cobrou R$ 4.202,87 por 30 dias de uma empilhadeira com garfo, R$ 6.515,26 por outra do mesmo modelo com garra e, à parte, R$ 200,26 por cilindro de GLP de 20 kg.[11]

Em agosto de 2023, um pregão da Secretaria de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso teve como resultado R$ 15.750,00 por mês, por 24 meses (total de R$ 378.000,00), pela locação de uma empilhadeira a GLP de 2,5 toneladas e 4,5 m de elevação, com rodagem pneumática, "operador capacitado", gás e "todas as manutenções" incluídos.[12]

O que incluir na sua solicitação

  1. Peso da carga mais pesada e medidas do palete, para conferir com a carga máxima que a NR-11 manda indicar em lugar visível na máquina.[1]
  2. Altura máxima de elevação e, se a empilhadeira vai entrar em contêiner ou baú de caminhão, a elevação livre necessária.[7]
  3. Local de uso (armazém, pátio, rampa ou carga e descarga de caminhões), tipo de piso e se o ambiente é fechado ou pouco ventilado.[8][1]
  4. Energia (elétrica com chumbo-ácido ou lítio, GLP ou diesel) e número de turnos por dia, para a locadora prever bateria reserva, carregador ou cilindros de GLP.[10][11]
  5. Itens incluídos na locação, cada um com preço separado: gás, manutenção e operador.[12][11]
  6. Onde ficarão os cilindros de GLP ou onde as baterias serão carregadas, para a locadora dizer o que esse espaço precisa ter.[5][9]
  7. Prazo da locação e data de início.[12]
  8. Se o operador for da locadora: comprovante do treinamento e cartão de identificação válido, com nome, função e fotografia.[1][2]
  9. Registro das inspeções e da manutenção da máquina (a NR-11 exige inspeção permanente e troca imediata de peças defeituosas).[1]

Perguntas de compradores

A locadora precisa fornecer o operador?

Depende do contrato: o pregão de Mato Grosso de 2023, por exemplo, pediu a locação com operador capacitado incluído. Se o operador for seu, ficam por sua conta o treinamento específico (item 11.1.5 da NR-11) e o cartão anual, revalidado com exame de saúde completo pago pelo empregador (item 11.1.6.1).[12][1]

O que é elevação livre na empilhadeira?

É a altura que os garfos sobem sem que o mastro precise ser elevado. Empilhadeiras que trabalham dentro de contêineres e baús precisam de elevação livre alta; sem ela, o mastro sobe junto com o garfo e pode bater no teto.[7]

Pneu maciço ou pneumático: qual escolher?

O pneumático (inflável) é para pátio, porto e terreno acidentado; o maciço, para superfícies lisas e duras, como o piso de um galpão. Na tabela de classes, a contrabalançada a combustão com pneus maciços é a classe 4, e a com pneus pneumáticos, a classe 5.[8][7][6]

Descreva o serviço.

Publique uma solicitação e os fornecedores que fazem esse trabalho podem responder.

Publicar solicitação

Fontes

  1. Ministério do Trabalho e Emprego, NR-11: Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais (última alteração: Portaria MTPS nº 505/2016), 29 de abril de 2016.
  2. Ministério do Trabalho e Emprego, NR-12: Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos (última alteração: Portaria MTE nº 344/2024), 21 de março de 2024.
  3. Ministério do Trabalho e Emprego, NR-15, Anexo nº 11: Agentes químicos cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e inspeção no local de trabalho, 1978, com alterações até 1994.
  4. Ministério do Trabalho e Emprego, NR-20: Segurança e saúde no trabalho com inflamáveis e combustíveis (última alteração: Portaria MTE nº 60/2025), 21 de janeiro de 2025.
  5. Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, Norma Técnica 28/2022, Gás liquefeito de petróleo (GLP), Parte 2: Área de armazenamento de recipientes transportáveis de GLP destinados ou não à comercialização, 2022 (atualizada pela Portaria nº 384/2022-CG).
  6. Heli Brasil, Qual a classe certa de empilhadeira para sua operação?, 18 de agosto de 2026.
  7. IMAM, Como escolher empilhadeira: o que considerar na seleção, 19 de agosto de 2020, atualizado em 22 de outubro de 2026.
  8. IMAM, Tipos de empilhadeiras: contrabalançada, retrátil, trilateral e mais, 13 de outubro de 2026.
  9. IMAM, Sala de baterias para empilhadeiras: componentes, EPIs e segurança, 13 de outubro de 2026.
  10. Fronius Brasil, Baterias de chumbo-ácido ou íon-lítio: a tecnologia de carregamento certa para sua empresa, 30 de maio de 2021.
  11. Senado Federal (Transparência), Relatório de locação de empilhadeiras e fornecimento de gás P20, contrato CTT 2022/0084, mês de referência fevereiro de 2025, fevereiro de 2025.
  12. Imprensa Oficial do Estado de Mato Grosso, Aviso de resultado, Pregão Eletrônico nº 011/2023/SETASC, 30 de agosto de 2023.