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Aluguel e serviços de obra

Terraplanagem: preço por m³ de cada etapa e a conta de uma obra com o SINAPI

Em resumo

No SINAPI de setembro de 2026, em São Paulo e sem desoneração, escavar e carregar 1 m³ de solo de 1ª categoria custa R$ 18,96 (composição 107627) e transportar custa R$ 2,47 por m³ e por km (95876). Levar 1.000 m³ a 15 km, com empolamento de 1,25, soma R$ 65.272,50 sem BDI, dos quais R$ 46.312,50 são transporte.

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Quanto custa a terraplanagem por m³?

Depende da etapa: no SINAPI de setembro de 2026, em São Paulo e sem desoneração, a escavação com escavadeira de 1,2 m³ e carga em caminhão de 14 m³ custa de R$ 13,64 a R$ 25,64 por m³, conforme o solo e se a terra fica ou sai da obra, e o transporte é cobrado à parte, por m³ e por quilômetro. Para contratar o serviço, veja terraplanagem.[1]

O SINAPI, mantido pela Caixa Econômica Federal, publica um custo por estado e por mês para cada composição. Pelo Decreto nº 7.983/2013, ele é a referência de custo no orçamento das obras e serviços de engenharia pagos com recursos da União, exceto os de infraestrutura de transporte, que usam o SICRO do DNIT (arts. 1º, 3º e 4º).[2][1]

Os valores são custos diretos. Pelo mesmo decreto, o preço de referência é o custo acrescido do BDI, que deve evidenciar, no mínimo, administração central, tributos, risco, seguro e garantia do empreendimento, e lucro (art. 9º).[2]

Cada estado tem o seu custo: a mesma composição 107627 vale R$ 18,96 por m³ em São Paulo, R$ 18,00 em Minas Gerais, R$ 18,65 no Paraná e R$ 19,57 no Rio de Janeiro (09/2026, sem desoneração).[1]

Quanto custa cada etapa da terraplanagem no SINAPI?

Em São Paulo, no SINAPI de 09/2026, sem desoneração e sem BDI, escavar e carregar custa de R$ 13,64 a R$ 25,64 por m³, transportar em via pavimentada custa R$ 2,47 por m³ × km e o aterro compactado, de R$ 6,89 a R$ 11,87 por m³. A unidade muda de uma linha para outra: m² de terreno, m³ medido no corte, m³ vezes km de transporte e m³ de aterro compactado.[1]

Quanto custa cada etapa da terraplanagem no SINAPI?
Etapa (código SINAPI)O que a composição incluiUnidadeCusto
Limpeza do terreno (98525)Remoção mecanizada da camada vegetal, vegetação e árvores com tronco de menos de 0,20 m, com trator de esteirasm²R$ 0,76
Escavação vertical, descarga fora da obra (107627)Solo de 1ª categoria, escavadeira de 1,2 m³ e 155 HP, carga e descarga em caminhão de 14 m³, sem transportem³R$ 18,96
Escavação vertical, descarga dentro da obra (107619)O mesmo serviço com a terra descarregada na própria obram³R$ 13,64
Escavação vertical em solo de 2ª categoria (107643)Mesmos equipamentos, descarga fora da obra, sem transportem³R$ 25,64
Escavação horizontal com trator de esteiras, até 200 m (101146)Solo de 1ª categoria, trator de 170 HP, carga e descarga em caminhão de 14 m³ e transporte de até 200 mm³R$ 14,10
Transporte em via urbana pavimentada (95876)Caminhão basculante de 14 m³, distância média de até 30 kmm³ × kmR$ 2,47
Transporte em via de terra (93591)Caminhão basculante de 14 m³, via urbana em leito naturalm³ × kmR$ 3,55
Espalhamento (100574)Espalhamento do material com trator de esteirasm³R$ 1,60
Aterro compactado, solo argiloso (105559)Corpo de aterro a 95% do Proctor normal, camadas de 20 cm, sem escavação, carga, transporte e solom³R$ 11,87
Aterro compactado, solo arenoso (105564)Mesmas condições, solo predominantemente arenosom³R$ 6,89
Desmonte de rocha (102354)Material de 3ª categoria com martelete pneumático manual, sem carga e transportem³R$ 185,92

Fontes:[1]

Quanto custa tirar 1.000 m³ de terra da obra?

Com os custos do SINAPI de 09/2026 para São Paulo, sem desoneração, tirar 1.000 m³ de solo de 1ª categoria de uma obra de edificação e levá-los a 15 km por via pavimentada custa R$ 65.272,50 antes do BDI, ou R$ 65,27 por m³ medido no corte.[1]

A composição 107627 não traz fator de empolamento. Esta conta é uma estimativa que aplica ao transporte o fator de 1,25 que o SINAPI usa dentro da composição 101146 para solo de 1ª categoria, onde cada m³ escavado vira 1,25 m³ de carga e de transporte. Com os custos de São Paulo de 09/2026, a conta fica assim:[1]

  • Escavação, carga e descarga fora da obra (107627): 1.000 m³ × R$ 18,96 = R$ 18.960,00.[1]
  • Volume no caminhão: 1.000 m³ × 1,25 = 1.250 m³ de terra solta.[1]
  • Transporte (95876): 1.250 m³ × 15 km = 18.750 m³ × km; 18.750 × R$ 2,47 = R$ 46.312,50.[1]
  • Total sem BDI: R$ 18.960,00 + R$ 46.312,50 = R$ 65.272,50. Ficam de fora a taxa do local que recebe a terra, a mobilização das máquinas e o BDI.[1][2]
  • Se a mesma terra ficasse dentro do terreno, numa escavação horizontal com trator de esteiras e transporte de até 200 m (101146), os 1.000 m³ custariam R$ 14.100,00.[1]

Por que dois preços por m³ de terraplanagem não se comparam?

Porque o m³ de um preço pode ser o do corte e o de outro, o da terra solta no caminhão. Nas composições 101146 e 101151, o SINAPI conta, para cada m³ escavado, 1,25 m³ de carga em solo de 1ª categoria e 1,30 m³ em solo de 2ª categoria, e o transporte sobre esse volume maior.[1]

Na conta dos 1.000 m³ levados a 15 km (São Paulo, 09/2026), cobrar o transporte sobre o volume do corte daria 15.000 m³ × km e R$ 37.050,00; sobre o volume solto, dá R$ 46.312,50. Os R$ 9.262,50 de diferença são só o empolamento, sem mudar nada na obra.[1]

Pelo mesmo fator, cada quilômetro a mais até o destino acrescenta cerca de R$ 3,09 por m³ de solo de 1ª categoria medido no corte (1,25 × R$ 2,47), em São Paulo, 09/2026.[1]

O aterro compactado é um terceiro m³: em São Paulo, em 09/2026, a composição 105559 custa R$ 11,87 por m³ de corpo de aterro compactado e não inclui escavação, carga, transporte nem o solo, que entram em outras linhas.[1]

O que deixa a terraplanagem mais cara?

Nos custos do SINAPI de 09/2026 para São Paulo, o preço sobe com o solo mais duro, a rocha, o caminhão menor, a via de terra e a terra que sai da obra:[1]

  • Solo de 2ª categoria: a escavação com descarga fora da obra passa de R$ 18,96 (107627) para R$ 25,64 por m³ (107643).[1]
  • Rocha: o desmonte de material de 3ª categoria com martelete pneumático custa R$ 185,92 por m³ (102354), sem a carga e o transporte.[1]
  • Tamanho do caminhão: com a escavadeira de 1,2 m³ e descarga fora da obra, a escavação com carga custa R$ 27,05 por m³ com caminhão de 6 m³ (107625), R$ 21,52 com o de 10 m³ (107626), R$ 18,96 com o de 14 m³ (107627) e R$ 17,02 com o de 18 m³ (107628).[1]
  • Tipo de via: o transporte em caminhão de 14 m³ custa R$ 2,47 por m³ × km em via pavimentada (95876), R$ 2,70 em revestimento primário (93592), R$ 3,55 em leito natural (93591) e R$ 7,12 dentro do canteiro (100939).[1]
  • Destino da terra: descarregar dentro da própria obra custa R$ 13,64 por m³ (107619), contra R$ 18,96 fora dela (107627).[1]

O que não está no custo de referência da terraplanagem?

A taxa do local que recebe a terra e a mobilização das máquinas ficam de fora: os relatórios de insumos e de composições do SINAPI de 09/2026 não têm item para a taxa de destino, que precisa de linha própria na proposta.[1]

Para a mobilização, o SINAPI de 09/2026 tem composições de carga, manobra e descarga de escavadeira, retroescavadeira e rolo compactador em caminhão ou prancha, mas todas aparecem sem custo nesse mês.[1]

Para pouco volume há referência municipal: a tabela de preços da Sudecap, da Prefeitura de Belo Horizonte, de julho de 2026 (desonerada, sem BDI) traz o transporte de material em caçamba de 5 m³ a R$ 420,00 por viagem (item 03.25.01).[4]

O BDI também fica de fora: o Decreto nº 7.983/2013 o soma ao custo para formar o preço de referência (art. 9º). Uma proposta que declara o BDI separado permite comparar os custos diretos com o SINAPI linha a linha.[2]

O que incluir na sua solicitação

  • O volume de cada etapa e em que m³ ele foi medido: no corte, solto ou compactado no aterro.[1]
  • O tipo de material, conforme a sondagem ou a inspeção do terreno: solo de 1ª ou 2ª categoria, ou rocha.[1]
  • Para onde vai a terra, a distância até lá em km e o tipo de via (pavimentada, revestimento primário ou terra).[1]
  • Se a terra fica na obra: a área de aterro, o tipo de solo, o grau de compactação em relação ao Proctor normal e a espessura das camadas pedidos no projeto.[1]
  • A área de limpeza do terreno em m² e se há árvores com tronco de 0,20 m ou mais a remover.[1]
  • Proposta com uma linha por etapa e a unidade de cada uma (m² de limpeza, m³ no corte, m³ × km de transporte, m³ de aterro compactado), e o fator de empolamento usado.[1]
  • A taxa do local de destino da terra e a mobilização das máquinas em linhas próprias da proposta.[1]
  • O BDI declarado à parte e, se a proposta usar o SINAPI como base, o código da composição, o estado e o mês de referência.[2][1]

Perguntas de compradores

Quanto custa terraplanagem por m²?

Só a limpeza e a regularização são medidas por m²: no SINAPI de 09/2026, em São Paulo, a limpeza mecanizada do terreno custa R$ 0,76 por m² (98525) e a regularização com motoniveladora, R$ 0,65 por m² (100575). Para corte e aterro, converta a área em volume: 1.000 m² com 0,50 m de corte médio são 500 m³ no corte, que entram na conta por m³.[1]

O preço do SINAPI é o que vou pagar pela terraplanagem?

Não. O SINAPI dá o custo direto de referência de cada composição, por estado e mês. Pelo Decreto nº 7.983/2013, o preço de referência das obras pagas com recursos da União é esse custo acrescido do BDI, com administração central, tributos, risco, seguro e garantia, e lucro (art. 9º). Uma obra particular negocia o próprio preço, e o SINAPI serve para conferir cada linha.[2][1]

Quanto custa a hora de máquina de terraplanagem no SINAPI?

Em São Paulo, 09/2026, sem desoneração, a hora produtiva, com operador, manutenção e materiais de operação, custa R$ 281,10 para a escavadeira hidráulica de 1,20 m³ (88907), R$ 295,83 para o trator de esteiras de 170 HP (5847) e R$ 361,57 para o caminhão basculante de 14 m³ (89876). A hora parada da escavadeira (88908) custa R$ 115,68.[1]

Fontes

  1. Caixa Econômica Federal, SINAPI, SINAPI, referência 09/2026: relatório de custos de composições sem desoneração (São Paulo e demais estados), relatório de insumos e relatório analítico de composições, setembro de 2026 (emitido em 9 de outubro de 2026).
  2. Câmara dos Deputados, Decreto nº 7.983, de 8 de abril de 2013 (orçamento de referência de obras e serviços de engenharia; texto atualizado), abril de 2013.
  3. Prefeitura de Belo Horizonte, Sudecap, Caderno de Encargos Sudecap, capítulo 3: Trabalhos em terra, 4ª edição, atualizado em 27 de julho de 2026.
  4. Prefeitura de Belo Horizonte, Sudecap, Tabela mensal de preço unitário, construção, desonerada, sem BDI, mês de referência 07/2026, julho de 2026.

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