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Manutenção de compressores: intervalos, contrato e o reservatório na NR-13

Descreva o compressor e o que ele precisa: uma revisão ou um conserto. A Headcore coloca sua solicitação diante de empresas que fazem manutenção de compressores e atendem a sua região.

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  • O compressor. O tipo, a potência e a idade, por exemplo parafuso ou pistão.
  • O que aconteceu. O defeito, há quanto tempo e se a produção está parada.
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Precisamos de manutenção preventiva em um compressor de parafuso de 30 HP da nossa fábrica.
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Antes de contratar a manutenção do compressor

  • O compressor e o horímetro

    Diga o tipo (pistão ou parafuso), a potência, a idade e as horas marcadas no horímetro, se houver. Os intervalos de troca de óleo e de filtros dependem do tipo e das horas de uso.

  • Revisão, conserto ou contrato

    Diga se é uma revisão programada, um defeito com o compressor parado ou um contrato com visitas ao longo do ano.

  • O manual e o último registro

    Tenha à mão o manual e o registro da última manutenção. O manual diz o que trocar em cada intervalo.

  • O reservatório

    Diga o volume e a pressão do reservatório, quando foi a última inspeção NR-13 e se a próxima entra no serviço ou fica à parte.

  • Quando ele pode parar

    Diga em que dias e horários o compressor pode ficar parado e se a produção precisa de ar durante a visita.

Em resumo

Manutenção de compressores é trocar óleo, filtros, separador e correias, drenar condensado e revisar válvulas, conforme o manual. O preço depende do tipo de compressor, do grau de uso, das peças e do planejamento da manutenção. O reservatório com diâmetro interno de 150 mm ou mais e P.V acima de 8 kPa.m³ é vaso da NR-13 e tem inspeção própria.

De quanto em quanto tempo fazer a manutenção do compressor de ar?

Depende do tipo de compressor e do que diz o manual, que conta os intervalos em horas de funcionamento ou em meses. No manual de compressores de pistão de um fabricante, o óleo é trocado a cada 200 horas; nos intervalos típicos que o mesmo fabricante publica para compressores de ar, a cada 4.000 a 8.000 horas, com o elemento separador trocado junto. A NR-12 manda fazer a manutenção na forma e na periodicidade determinadas pelo fabricante, por profissional legalmente habilitado ou por profissional qualificado. Os intervalos típicos não valem para todo modelo; na coluna do parafuso, eles aparecem ao lado do que prevê o termo de referência de 2024 da central de ar comprimido de um hospital estadual, cujos compressores têm separador. Onde o manual do seu modelo disser outra coisa, vale o manual.[6][7][8][11][1]

De quanto em quanto tempo fazer a manutenção do compressor de ar?
ItemCompressor de pistão (manual de um fabricante)Compressor de parafuso (intervalos típicos)
ÓleoConferir o nível no visor todo dia, antes da partida. Primeira troca com 50 horas ou 1 mês de uso; depois, a cada 200 horas ou 2 meses, o que vier primeiro.Conferir o nível todo dia. Trocar o óleo, junto com o elemento separador, a cada 4.000 a 8.000 horas, conforme o tipo de compressor, ou quando necessário. Segundo outro fabricante, carga alta, calor, poeira e umidade podem exigir trocas mais frequentes.
CondensadoDrenar o reservatório todo dia, depois da parada.Drenar todo dia, principalmente com umidade alta ou uso intenso.
FiltrosLimpar o elemento do filtro de ar toda semana com ar seco e sem óleo, a no máximo 40 psi, soprando no sentido contrário ao da admissão; trocar o elemento a cada 3 meses ou 600 horas.Verificar e limpar o filtro de ar toda semana; trocar os filtros de ar e de óleo a cada 1.000 horas ou quando necessário. No hospital, filtro de ar, filtro de óleo e separador são trocados uma vez por ano.
CorreiasConferir todo mês a tensão da correia e o alinhamento da polia com o volante. A cada 3 meses ou 600 horas, conferir de novo e reapertar os parafusos da unidade compressora.Conferir desgaste e tensão toda semana; ajustar ou trocar quando necessário.
VazamentosProcurar vazamentos em juntas, válvulas, conexões e tubulações a cada 3 meses ou 600 horas.No hospital, inspeção de conexões e tubulações todo mês e um teste de segurança anual que confere se há vazamento.
Válvulas e controlesConferir todo mês o funcionamento do pressostato. A cada 9 meses ou 1.000 horas, inspecionar as palhetas entre o cilindro e a tampa e limpá-las se necessário. Todo ano, aferir a válvula de segurança.No hospital, todo mês, teste dos sistemas de segurança e leitura da restrição do elemento separador e das temperaturas; todo ano, teste das válvulas de segurança.

Contrato de manutenção ou chamado avulso: o que muda e o que o preço deve incluir?

Na prática, a manutenção de compressores pode ser feita por contrato, com visitas programadas, uma lista mínima de serviços e peças e prazos de atendimento, ou por chamado avulso, aberto quando o compressor dá defeito. Dois termos de referência publicados, de um tribunal de contas estadual (São Paulo, 2025) e de um hospital estadual (Espírito Santo, 2024), mostram o que um contrato pode fixar.[10][11]

Um fabricante estima o custo anual de manutenção em geral entre 5% e 10% do valor de investimento da máquina. Segundo ele, esse custo depende, entre outros fatores, do tipo de compressor, dos equipamentos auxiliares (secadores, filtros, controle e regulagem), do ciclo de carga e descarga, das condições da instalação, do planejamento da manutenção e do grau de utilização.[9]

O que os dois termos fixam, e o que vale pedir que cada resposta deixe claro:[10][11]

  • Visitas e escopo: o tribunal previu duas intervenções programadas no ano, com peças e mão de obra no preço e uma lista mínima de peças a trocar (filtro de ar, manômetro, correias, válvula de segurança e óleo); o hospital fixou serviços mensais e anuais.[10][11]
  • Prazo de atendimento: o hospital exige plantão para chamados de emergência a qualquer hora e fixa prazos de atendimento e de solução, mais curtos quando o fornecimento de ar medicinal é interrompido por completo do que nas demais falhas.[11]
  • Peças fora da lista: o tribunal só as admite com relatório que mostre a necessidade e com preço à parte, aprovado por ele antes. No hospital, a troca de emergência exige relatório e preço e só acontece com a liberação do gestor do contrato; as peças de troca periódica são pedidas com 20 dias de antecedência.[10][11]
  • Peças novas e peças retiradas: o tribunal exige peças novas, aprova antes a troca por uma similar quando a original saiu de linha e recebe de volta as peças retiradas.[10]
  • Registro de cada visita: o tribunal pede a ordem de serviço em até 1 dia útil, com número, equipamento, técnico, data, ocorrências, condição de operação e peças trocadas; o hospital, um relatório mensal das atividades técnicas.[10][11]
  • Garantia: no termo do tribunal, 90 dias para as peças, com reposição em até 5 dias corridos depois do aviso por escrito.[10]

O que a NR-12 exige da manutenção do compressor e do registro?

A NR-12 exige que a manutenção do compressor siga a forma e a periodicidade determinadas pelo fabricante, por profissional legalmente habilitado ou por profissional qualificado, e que cada manutenção seja registrada em livro próprio, ficha ou sistema informatizado interno da empresa (itens 12.11.1 e 12.11.2).[1]

Segundo as Perguntas e Respostas do Ministério do Trabalho e Emprego sobre a NR-13, a segurança de compressores e de outras máquinas de fluido é tratada principalmente pela NR-12, e os vasos de pressão ligados a essas máquinas podem entrar na NR-13.[3]

A manutenção é feita por profissionais capacitados, qualificados ou legalmente habilitados, autorizados formalmente pelo empregador, com a máquina parada, todas as fontes de energia isoladas e descarregadas e os dispositivos de corte bloqueados e sinalizados com cartão ou etiqueta de bloqueio que traga data e horário do bloqueio, motivo da manutenção e nome do responsável (item 12.11.3).[1]

No compressor, isso inclui o ar: com as fontes de energia isoladas, a pressão residual dos reservatórios não pode gerar risco de acidente (item 12.7.5). As mangueiras dos sistemas pressurizados indicam a pressão máxima de trabalho admissível especificada pelo fabricante (item 12.7.3).[1]

Peça ou componente com defeito que comprometa a segurança é reparado ou trocado de imediato por outro original ou equivalente, com as mesmas características e condições seguras de uso (item 12.11.5).[1]

Se o manual de uma máquina que apresenta riscos não existir ou tiver se perdido, o empregador, ou alguém designado por ele, deve reconstituí-lo sob a responsabilidade de profissional qualificado ou legalmente habilitado, com os procedimentos e a periodicidade de inspeções e manutenção, entre outros itens (itens 12.13.5 e 12.13.5.1).[1]

O registro fica à disposição dos trabalhadores da operação e da manutenção, da CIPA, do SESMT e da Auditoria Fiscal do Trabalho, e a manutenção preventiva de itens que influenciam a segurança tem cronograma de execução (itens 12.11.2.1 e 12.11.2.2). O registro de cada manutenção traz (item 12.11.2):[1]

  • as intervenções realizadas e a data de cada uma;[1]
  • o serviço realizado;[1]
  • as peças reparadas ou substituídas;[1]
  • as condições de segurança do equipamento e uma indicação conclusiva sobre as condições de segurança da máquina;[1]
  • o nome do responsável pela execução das intervenções.[1]

O reservatório do compressor precisa de inspeção NR-13?

Precisa quando o reservatório de ar comprimido tem diâmetro interno de 150 mm ou mais e produto P.V acima de 8 kPa.m³: nesse caso, ele é vaso de pressão da NR-13, com ou sem rodas. A câmara de compressão fica fora da norma, e o reservatório com diâmetro interno abaixo de 150 mm também, qualquer que seja o P.V (Perguntas e Respostas do Ministério do Trabalho e Emprego).[3]

No compressor de parafuso, outros vasos ligados à máquina, como o separador ar-óleo, também se enquadram na NR-13 pelos mesmos critérios.[3]

Responde pelo vaso o empregador do estabelecimento onde ele está instalado, mesmo quando o equipamento é de terceiros e qualquer que seja o contrato, inclusive comodato, arrendamento ou leasing, ainda que temporário, sem afastar o dever do proprietário (itens 13.1.2, 13.1.3 e 13.1.3.1).[2][3]

A inspeção de segurança é feita sob a responsabilidade técnica de um profissional legalmente habilitado (PLH), dentro dos prazos máximos que a NR-13 fixa para a categoria do vaso (itens 13.3.3 e 13.5.4.5).[2]

No estabelecimento ficam o prontuário do vaso, o registro de segurança, os projetos de alteração ou reparo, os relatórios de inspeção e os certificados de inspeção e teste dos dispositivos de segurança (item 13.5.1.5). O vaso tem válvula de segurança, ou outro dispositivo de segurança, com pressão de abertura igual ou inferior à PMTA e instrumento que indique a pressão de operação (item 13.5.1.2).[2]

O que isso muda na visita de manutenção:[2]

  • os instrumentos e sistemas de controle e segurança do vaso são mantidos em condições de uso, inspecionados e testados ou, quando for o caso, calibrados (item 13.3.6);[2]
  • inibir esses instrumentos e sistemas é proibido, salvo de forma provisória prevista em procedimento formal ou com justificativa documentada por responsável técnico, análise de risco prévia e anuência do empregador, desde que mantida a segurança operacional (item 13.3.5);[2]
  • reparos e alterações no reservatório seguem o código de construção e as prescrições do fabricante quanto a materiais, execução, controle de qualidade e qualificação do pessoal (item 13.3.7);[2]
  • um reparo que possa comprometer a segurança exige projeto de reparo prévio, concebido ou aprovado por PLH, e toda soldagem em parte sob pressão passa por exames ou testes com parâmetros definidos por PLH (itens 13.3.7.3 a 13.3.7.5).[2]

O que fazer com o óleo usado e o condensado do compressor?

O óleo trocado na manutenção do compressor só pode ser entregue a um ponto de recolhimento ou a um coletor autorizado, que emite o Certificado de Coleta: é óleo lubrificante usado, e a Resolução CONAMA 362/2005 proíbe descartá-lo no solo, nas águas ou no esgoto (arts. 12 e 18, III).[4]

Na resolução, coletor é a empresa autorizada pelo órgão regulador da indústria do petróleo (a ANP) e licenciada pelo órgão ambiental para a coleta, e gerador é quem gera óleo usado em decorrência da sua atividade (art. 2º, I e V).[4]

Para o condensado, um fabricante orienta guardar o que é drenado do reservatório em recipiente ou rede coletora adequados, para tratamento posterior, e não despejá-lo sem tratamento em rios e lagos; separadores de água e óleo facilitam esse tratamento.[12]

Pela Resolução CONAMA 430/2011, o efluente lançado direto num corpo d'água pode ter no máximo 20 mg/L de óleos minerais (art. 16, I, e). Lançado na rede de esgoto, ele segue as normas específicas, as disposições do órgão ambiental e as diretrizes da operadora do sistema de coleta e tratamento; na falta delas, vale a resolução (art. 1º, parágrafo único).[5]

Ao gerador, a Resolução CONAMA 362 manda:[4]

  • recolher o óleo usado de forma segura, em recipientes adequados e resistentes a vazamentos, em lugar acessível à coleta (art. 18, I);[4]
  • evitar que ele se misture com produtos químicos, combustíveis, solventes, água e outras substâncias, o que inviabiliza a reciclagem; por isso o condensado não vai para o tambor do óleo usado (art. 18, II);[4]
  • exigir do coletor as autorizações do órgão ambiental e do órgão regulador da indústria do petróleo, e o Certificado de Coleta (art. 18, III);[4]
  • guardar por cinco anos os comprovantes de compra do óleo novo e os Certificados de Coleta (art. 18, V).[4]
  • Além do que a resolução manda, deixe por escrito, antes da visita, quem leva o óleo trocado, os filtros e o condensado e quem entrega os comprovantes. No seu termo, o tribunal de contas paulista pede que a empresa contratada indique a destinação dos resíduos sólidos do serviço.[4][10]

Fontes

  1. Ministério do Trabalho e Emprego, NR-12: Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos (última alteração: Portaria MTE nº 344/2024), 21 de março de 2024.
  2. Ministério do Trabalho e Emprego, NR-13: caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos de armazenamento (redação da Portaria MTP nº 1.846/2022, última modificação pela Portaria MTP nº 4.219/2022), dezembro de 2022.
  3. Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria de Inspeção do Trabalho, Perguntas e Respostas da NR-13, abril de 2023.
  4. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), Resolução CONAMA nº 362, de 23 de junho de 2005: recolhimento, coleta e destinação final de óleo lubrificante usado ou contaminado (texto com as alterações da Resolução nº 450/2012), 23 de junho de 2005, alterada em 2012.
  5. Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), Resolução CONAMA nº 430, de 13 de maio de 2011: condições e padrões de lançamento de efluentes, 13 de maio de 2011.
  6. Chicago Pneumatic Brasil, Manual de instruções: compressores de pistão, janeiro de 2021.
  7. Chicago Pneumatic Brasil, Dicas de manutenção do compressor de ar, Sem data na página, consultada em 7 de novembro de 2026.
  8. Atlas Copco Brasil, Por que um compressor de parafuso precisa de óleo?, 16 de outubro de 2023.
  9. Atlas Copco Brasil, Oportunidades de economia de custos para compressores: manutenção, Sem data na página, consultada em 7 de novembro de 2026.
  10. Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Termo de Referência DS-1: manutenção preventiva e corretiva dos compressores de ar do TCE-SP (processo SEI 0002180/2025-21), fevereiro de 2025.
  11. Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense, gestora do Hospital Estadual de Urgência e Emergência (publicado pela Secretaria da Saúde do Espírito Santo), Termo de Referência nº 130/2024: manutenção preventiva e corretiva de centrais de ar comprimido e vácuo, 4 de novembro de 2024.
  12. Schulz, Pós-venda: orientações para o descarte e a logística reversa de resíduos, Sem data na página, consultada em 7 de novembro de 2026.

Última verificação: 8 de novembro de 2026

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Dá para consertar um compressor de ar?

Sim. Válvulas, correias, filtros, separador e parte elétrica são consertados ou trocados na manutenção, e a NR-12 exige que uma peça com defeito que comprometa a segurança seja reparada ou trocada de imediato por outra original ou equivalente. No reservatório enquadrado na NR-13, um reparo que possa comprometer a segurança exige projeto de reparo prévio, concebido ou aprovado por profissional legalmente habilitado, e uma solda em parte sob pressão passa por exames ou testes com parâmetros definidos por ele.

A manutenção do compressor inclui a inspeção NR-13 do reservatório?

Só se estiver no contrato. A inspeção de segurança do reservatório é feita sob a responsabilidade técnica de um profissional legalmente habilitado (PLH), gera relatório próprio e segue os prazos da NR-13, que não são os do manual do compressor. Peça que cada resposta diga se a inspeção está dentro ou fora do preço e, se estiver dentro, quem assina o relatório.

O compressor precisa parar durante a manutenção?

Em regra, sim. A NR-12 manda fazer a manutenção com a máquina parada, as fontes de energia isoladas e descarregadas e os dispositivos de corte bloqueados e sinalizados, e a pressão que fica no reservatório não pode gerar risco. Se a fábrica não puder ficar sem ar, diga isso na solicitação e combine a janela de parada, um segundo compressor ou um compressor alugado para o dia da visita.

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